
Falar sobre política brasileira é o que todo jovem deveria saber fazer, ou ao menos entender o que é.
Todavia, vivemos em um país onde não há interesse governamental para que os jovens entendam,debatam, opinem e guiem discussões sobre política pública.
Esse não interesse justifica-se em função de que para quem está no poder não é interessante que o povo e principalmente os jovens (que teoricamente são mais revolucionários e “barulhentos”) entendam o que se passa com o país, com seu dinheiro e etc.
Se o povo entender sobre política ele começará a opinar, a corrigir e a cobrar, aí então quem está no poder terá que passar a trabalhar corretamente, e supostamente sobre pressão. Então é mais fácil “criar” uma cultura que prega que certos assuntos são apenas para “adultos”.
Quantas vezes ouvi quando criança:
-Não te mete guri, isso é assunto de “gente grande”.
E porque será que minha professora de Educação Moral e Cívica da segunda série do ensino fundamental, quando fez uma votação para eleger o representante da turma, ficou brava comigo quando lhe perguntei inocentemente sobre porque precisaria de alguém me representando? E porque será que ela não me respondeu?
É a nossa cultura... ORDEM E PROGRESSO onde nos foi ensinado que se quisermos progredir não devemos perturbar a ordem. E isso que acontecia à vinte anos atrás está refletindo agora.
Percebi isso conversando sobre política com alguns que se julgam entendidos, e pasmem, muitos dos que opinavam, falavam de coisas que ouviram dizer, e assimilaram sem qualquer questionamento, pois quando lhes foi perguntado o porquê de tais opiniões eles não tinham base teórica para justificar tais argumentos.
Então... Falar até papagaio fala... E como diria Kant: O homem não é um ser racional, e sim com capacidade de raciocinar...
Concordo com ele, pois não agimos como racionais o tempo todo.
Então política acaba tornando-se assunto importante, apenas quando atinge diretamente o bolso do cidadão...
Então eu pergunto:
Como chegar a um país (ou governo) mais justo, se entre o povo há interesses diferentes?
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